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Ingredientes devem ser analisados antes de inseridos em dietas caseiras de cães

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A oferta da dieta caseira com ingredientes naturais cozidos tem sido uma opção aos tutores para melhorar a qualidade de vida dos cães. A opção de alimentação possui benefícios clínicos mostrados pela disposição dos animais e exames laboratoriais equilibrados. Apesar disso, a médica-veterinária docente do curso de Dietoterapia Natural de Cães, do Instituto Bioethicus (Botucatu-SP) e Curso de Atualização em Alimentação Natural e Medicina Nutracêutica de cães, na Sociedade Paulista de Medicina Veterinária (SPMV, São Paulo/SP), Celina Emiko Okamoto Okubo, lembra que existem alguns alimentos que oferecem riscos à saúde dos animais e que devem ser estudados, antes de serem inseridos em uma dieta.

 

Ela conta que trabalhos na literatura relatam a intoxicação renal de cães pela ingestão de uva, inclusive a versão passa, com casos fatais em animais. “Porém, o mecanismo de toxicidade da uva ainda é desconhecido”, pontua.

 

A cebola também resulta em intoxicação que pode causar vômito, diarreia e anemia nos cães por destruição de glóbulos vermelhos. Outra fruta tóxica citada pela especialista é o abacate que, dependendo da sensibilidade individual de cada cão, pode causar irritação gastrointestinal com sintomas como vômito, diarreia, dor abdominal, taquicardia e hipertermia. “Macadâmia, chocolate e produtos cafeinados, caroços, entre outros alimentos, também podem trazer complicações aos animais”, conta.

 

Por outro lado, existem ingredientes que proporcionam melhora na saúde dos cães se inseridos nas refeições. Alguns óleos vegetais são fontes saudáveis para o cão de diferentes ácidos graxos. Celina cita o óleo de borragem (ômega 6 GLA), óleo de peixe (ômega 3 DHA, EPA) e óleo de côco (ácidos graxos de cadeia curta, fonte de ácido láurico). “Estes melhoram a formação dos tecidos do corpo e protegem o organismo contra inflamações e infecções”.

 

Esta dieta também deve conter proteínas de boa digestibilidade e alto valor biológico, segundo a profissional, para oferecer uma nutrição otimizada ao organismo do pet. “A medida da porcentagem das proteínas que são hidrolisadas pelas enzimas digestivas e absorvidas pelo organismo, na forma de aminoácidos, é o que define a digestibilidade de uma fonte proteica”, explica. As proteínas de alta digestibilidade que mais são indicadas para dietas de cães variam de acordo com a necessidade individual, como conta Celina. “Mas, podemos citar a carne bovina, de frango, suína, de peixe, de cordeiro, de coelho e o ovo de galinha como as mais utilizadas nas refeições caseiras prescritas”.

 

Outro item utilizado na dieta caseira de cães é o arroz integral, fonte de carboidrato. “Ele possui maior preservação de vitaminas e minerais, assim como maior quantidade de fibras e menor quilocalorias por grama de alimento frente ao arroz branco. Mas, em compensação, o arroz branco possui menor índice de fósforo e magnésio, o que pode ser considerado em dietas especiais aonde procura-se menor índice destes nutrientes”, relata. A utilização do arroz branco e o arroz integral, assim como sua quantidade e proporção na nutrição do cão, de acordo com a médica-veterinária, depende do perfil da dieta que o nutrólogo quer formular. 

 

Existe um tipo de mineral, também importante para as dietas, denominado quelatado. “Este tipo de mineral promove maior facilidade de absorção pelo organismo que, por resultado, age de forma mais eficiente. Para utilizarmos os minerais quelatados precisamos utilizar produtos que existem no mercado e são especializados em nutrição canina”, esclarece.

 

Celina pontua duas coisas importantes quando se trata de dietas caseiras para pets. A primeira é que proteína, mineral, carboidrato, vitamina, cálcio, fósforo e outros componentes alimentares são elementos essenciais na nutrição do cão e, para serem oferecidas em proporções adequadas, devem seguir recomendações padronizadas por comitês internacionais de nutrição de cães e gatos. Outro fator essencial para o profissional de nutrição ter em mente é a necessidade da suplementação a essas dietas. “Independente dos benefícios que a alimentação caseira oferece, é preciso sempre evidenciar que ela necessita de suplementação mineral e vitamínica, pois, sem esta complementação, não é possível atingir os níveis nutricionais necessários que um cão necessita diariamente”, comenta.

 

Vale lembrar que os proprietários não devem inserir uma dieta na rotina do cão por conta própria, mas buscar a orientação de um profissional especializado na área e que saberá, exatamente, como atender às necessidades particulares do animal.

 

Especial CPE: Acompanhe a sequência de reportagens que aborda “Alimentação não convencional deve receber atenção para não apresentar riscos à saúde dos pets” e “Dieta de eliminação melhora qualidade de vida dos pets com hipersensibilidade alimentar”.

 

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